Paralisação parcial de trabalhadores deixa parte de Uberlândia sem transporte público nesta terça
13/01/2026
(Foto: Reprodução) Transporte coletivo é parcialmente paralisado em Uberlândia
Motoristas e trabalhadores de duas empresas do transporte coletivo de Uberlândia, São Miguel e Autotrans, paralisaram as atividades na manhã desta terça-feira (13), o que provocou transtornos para moradores de diversos bairros.
A empresa Sorriso de Minas segue operando normalmente e não aderiu ao movimento. Entre os bairros mais prejudicados pela falta de ônibus estão:
Maravilha
Jardim Brasília
Industrial
Cruzeiro do Sul
Marta Helena
Aclimação
Ipanema
Morumbi
Segundo Márcio Dúlio, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Uberlândia (Sinttrurb), a paralisação ocorre devido ao não pagamento do ticket alimentação dos funcionários, que deveria ter feito no último dia 10.
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"A gente tem que destacar que esses atrasos têm se tornado recorrentes desde setembro e outubro do último ano. Os trabalhadores somente decidiram cruzar os braços da manhã de hoje após as empresas, no dia de ontem, soltarem um comunicado falando que não iriam pagar [ o ticket alimentação] e que também não tinha nem previsão de quando iria ser pago, então por isso que, infelizmente, não restou da alternativa", comentou o sindicalista.
O valor do ticket alimentação é de R$ 1.048 para motoristas e R$ 524 para os demais trabalhadores. Ainda segundo o Sinttrurb, a informação repassada ao sindicato é de que o Município não estaria realizando os repasses de forma regular às concessionárias. O sindicato classifica o movimento como '"estado de greve” e afirma que os trabalhadores só retomam as atividades após uma sinalização concreta de regularização dos pagamentos.
A Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settran) informou que notificou, as empresas concessionárias Autotrans e São Miguel para que regularizem imediatamente o pagamento do ticket-alimentação dos motoristas e adotem as providências necessárias para o restabelecimento integral da frota prevista, assegurando a continuidade do transporte coletivo à população.
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Disse ainda que as empresas têm 24 horas para comprovar a quitação dos débitos e a normalização do serviço, sob pena de sanções como multas e processos administrativos. A Settran reforçou que as obrigações trabalhistas são de responsabilidade exclusiva das concessionárias e que não permitirá prejuízos aos usuários nem aos trabalhadores.
As empresas de ônibus foram procuradas para se manifestar sobre o motivo da paralisação da categoria, mas até a última atualização da reportagem não deram retorno. Sobre um balanço do tamanho da frota que está sem circular, a informação inicial das empresas é que a Autotrans opera em 50% e a São Miguel em 40%.
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TV Integração/Reprodução
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