Operação 'Pickpockets Family' prende batedores de carteira que furtavam no Centro de Juiz de Fora
12/03/2026
(Foto: Reprodução) Operação 'Pickpockets Family' prende batedores de carteira que furtavam no Centro de Juiz de Fora
Cinco pessoas de uma mesma família foram presas, na quarta-feira (11), suspeitas de integrar um grupo criminoso responsável por furtos na região central de Juiz de Fora. São eles: pai e mãe, de 41 anos, dois filhos, de 26 e 21, e uma nora, de 31, todos de Uberlândia.
Segundo a Polícia Civil, as prisões ocorreram durante a operação 'Pickpockets Family', expressão em inglês usada para se referir a grupos familiares envolvidos em furtos mediante destreza, conhecidos popularmente como 'batedores de carteira'.
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Na quarta-feira, duas mulheres que já eram monitoradas foram detidas logo após roubarem a carteira de uma idosa que se preparava para entrar em um ônibus na avenida Getúlio Vargas. Conforme a polícia, elas tentaram jogar o acessório fora, mas foram abordadas e presas.
De acordo com as investigações, as suspeitas agiam com destreza. Em meio à movimentação nos pontos de ônibus, uma provocava contato físico para gerar distração, enquanto a outra furtava carteiras, dinheiro, documentos e outros pertences.
Cerca de R$ 17 mil, além de celulares e outros itens, foram apreendidos durante a operação 'Pickpockets Family'
Polícia Civil/Divulgação
Os principais alvos do grupo eram idosos e trabalhadores que utilizam diariamente o transporte coletivo.
Os outros integrantes seriam comparsas das mulheres e ajudariam na saída rápida da cena do crime, para que elas não fossem localizadas.
Grupo preso durante fuga pela BR-040
A abordagem aconteceu também na BR-040, nas proximidades de Barbacena, com apoio da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar. Os três homens, de 41, 25 e 20 anos, estavam em deslocamento para Uberlândia com produtos furtados, como carteira, bolsas e outros objetos.
Ao todo, foram apreendidos cerca de R$ 17 mil em dinheiro, nove celulares, bolsas porta-níquel, possivelmente pertencentes às vítimas, e o veículo utilizado pelo grupo, além de outros objetos de procedência suspeita.
“Recentemente, eles estiveram no Rio gastando dinheiro e voltaram para cá aproveitando o momento de vulnerabilidade em Juiz de Fora. Em nenhum momento mostraram remorso, arrependimento ou empatia com os juiz-foranos. Sabiam que circulava dinheiro devido aos auxílios e escolheram Juiz de Fora para praticar esses delitos”, explicou o delegado Samuel Neri, responsável pelas investigações.
Ainda segundo o delegado, eles vão responder por furto qualificado e associação criminosa.
A Polícia Civil apurou ainda que alguns dos investigados, especialmente um homem de 41 anos e a mulher, de 42, têm extensa ficha criminal, com registros anteriores por crimes patrimoniais.
Devolução dos pertences
Conforme a polícia, cinco vítimas já foram identificadas e alguns dos pertences foram devolvidos a elas.
O delegado orienta que pessoas que reconheçam as bolsas porta-níquel apreendidas ou que também tenham sido alvo de furtos compareçam à delegacia para auxiliar no reconhecimento dos objetos e na identificação dos suspeitos.
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