Foragido preso ao sair de restaurante mantinha vida de luxo e usava identidade falsa
30/08/2026
(Foto: Reprodução) Yago Araujo Silva Santos
Ficco/Divulgação
Foragido desde a Operação Luxury , deflagrada em abril de 2026, Yago Araújo Silva Santos, de 27 anos, foi preso na noite de sexta-feira (28), em Campos do Jordão (SP). Segundo a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), ele usava identidades falsas e estava escondido em São Paulo.
Segundo a Ficco, Yago é apontado como o segundo principal líder de uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. A prisão ocorreu quando ele saía de um restaurante de alto padrão.
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A prisão de Yago foi realizada pela Ficco de Uberlândia, em conjunto com as forças de segurança de São Paulo e do Rio de Janeiro, e apoio da Polícia Militar de São Paulo. No momento da abordagem, ele usava um veículo avaliado em R$ 234 mil. O g1 tenta localizar a defesa de Yago.
Carro usado pelo casal está avaliado em R$ 234 mil
Ficco/Divulgação
Vida de luxo
De acordo com as investigadores da Ficco, Yago mantinha um padrão de vida considerado incompatível com a capacidade financeira formalmente declarada.
Em Uberlândia, ele morava em um condomínio de alto padrão e utilizavam veículos de elevado valor. Entre as viagens identificadas pelos investigadores está uma ida recente à Europa, incluindo um período em Ibiza, na Espanha. A polícia suspeita que o padrão de vida tenha relação com dinheiro obtido de atividades criminosas atribuídas à organização.
Neste sábado (29), equipes também cumpriram buscas na residência utilizada por Yago em São Paulo. Foram apreendidos relógios, joias, roupas, acessórios e documentos, principalmente bancários. Segundo a Ficco, o material pode indicar a continuidade das atividades criminosas.
Itens de luxo apreendidos na casa do casal
Ficco/Divulgação
Papel de Yago na organização
Conforme a Ficco, Yago ocupava uma posição de liderança na organização investigada e exercia funções relacionadas à logística e à movimentação financeira.
Ele é apontado como responsável por coordenar a estrutura usada para transportar grandes quantidades de drogas entre estados e pela circulação e ocultação de valores que, segundo a investigação, seriam provenientes do tráfico.
Yago foi indiciado pela Ficco pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Posteriormente, o Ministério Público denunciou o investigado pelos mesmos crimes.
Considerando as penas máximas previstas para os crimes pelos quais foi denunciado, a soma das penas pode chegar a 53 anos de reclusão.
Após a prisão, Yago foi levado para a Delegacia da Polícia Civil de Campos do Jordão, onde permanece à disposição da Justiça.
Casa do casal investigado em São Paulo
Ficco/Divulgação
Operação Luxury; FOTOS
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Cerca de 6 toneladas de maconha
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A Operação Luxury teve origem em uma investigação iniciada após a apreensão de aproximadamente 1,1 tonelada de maconha, em 1º de abril de 2025, em Frutal, no Triângulo Mineiro.
A partir desse caso, os investigadores identificaram outros transportes de drogas e uma estrutura que, segundo a investigação, era usada para levar grandes carregamentos de maconha do Mato Grosso do Sul para outras regiões do país.
Segundo a Ficco, o grupo utilizava veículos de apoio, conhecidos como “batedores”, e propriedades rurais para descarregar e fazer o transbordo das cargas.
Ao longo da investigação, foram identificados pelo menos oito episódios relacionados a apreensões de drogas atribuídas ao grupo. Ao todo, as apreensões somaram aproximadamente 6 toneladas de maconha.
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A Operação Luxury também levou à investigação de dezenas de pessoas suspeitas de integrar a organização criminosa. A Miss Uberlândia 2025, Sara Monteiro, havia sido denunciada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por suposto envolvimento no esquema.
Ao todo, a denúncia apresentada pelo MPMG envolve 38 pessoas. Segundo o órgão, o grupo atuava principalmente em Uberlândia e utilizava empresas, imóveis, veículos e contas bancárias de terceiros para ocultar recursos que seriam provenientes do tráfico de drogas.
A investigação apontou ainda uma divisão de funções dentro do grupo e mecanismos usados, segundo o MPMG, para ocultar patrimônio e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos suspeitos.
Entre os elementos reunidos na investigação estão interceptações telefônicas, análises bancárias, quebras de sigilo, documentos apreendidos, vínculos patrimoniais, registros de empresas e estudos financeiros.
Segundo a investigação, Sara integrava o núcleo financeiro do grupo e seria beneficiária de recursos movimentados pelos investigados. Ela também teria participado de atividades relacionadas à logística, comunicação e movimentação de dinheiro.
Com o oferecimento da denúncia, cabe à Justiça analisar se as acusações serão recebidas. Se a denúncia for aceita, os investigados passam à condição de réus e responderão à ação penal.
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