Flávio Bolsonaro diz ter pedido a Trump que não taxasse produtos do Brasil
02/06/2026
(Foto: Reprodução) O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) (c), faz um pronunciamento na tarde desta terça-feira, 19 de maio de 2026, na sede de seu partido em Brasília (DF).
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse nesta terça-feira (2) ter pedido a Donald Trump que não taxasse as empresas brasileiras.
O Escritório de Comércio dos Estados Unidos propôs nesta terça a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos do Brasil. Na semana passada, Flávio esteve em Washington e se reuniu com Trump e com auxiliares do presidente americano.
'Retaliação a Lula', não a empresas brasileiras
Ao comentar o novo tarifaço proposto pelos EUA, Flávio Bolsonaro fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que será oponente dele nas urnas em outubro.
"Trump sabe que Lula se mobiliza para tirar o dólar como padrão internacional de comercialização entre os países. Isso é um tiro no coração dos Estados Unidos. Então quem está sendo retaliado não são as empresas brasileiras. Quem está sendo retaliado é o próprio Lula. Trump toma essa medida porque olha para Lula e vê uma pessoa inconfiáve, uma pessoa incompetente", disse Flávio.
Agora no g1
"Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente Vence e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz, expresso, a eles", afirmou Flávio Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais.
A proposta do Escritório de Comércio dos EUA veio na conclusão de uma investigação sobre o governo brasileiro, acusado de cometer práticas que "oneram ou restringem" o comércio norte-americano. A apuração cita como exemplos o PIX, desmatamento ilegal e problemas na aplicação de leis anticorrupção.
"É uma sugestão ainda, que entraria em vigor a partir de julho", disse Flávio à rádio. "Quer dizer, Lula tem mais esse tempo para ir lá e negociar, para defender as empresas brasileiras, para que as nossas empresas não sejam sancionadas, não sejam punidas."