Escritor e historiador Antônio Pereira da Silva morre aos 91 anos em Uberlândia
05/05/2026
(Foto: Reprodução) Jornalista e historiador Antônio Pereira da Silva morre aos 91 anos em Uberlândia
O escritor, jornalista e historiador Antônio Pereira da Silva morreu aos 91 anos, às 5h15 desta terça-feira (5), em sua casa, em Uberlândia. A morte foi confirmada pela família. Ele era considerado uma das principais referências na preservação e no registro da história do município.
Quem era Antônio Pereira, referência na memória histórica de Uberlândia
Segundo familiares, Antônio Pereira estava acamado e com estado de saúde bastante fragilizado em consequência de uma metástase óssea causada por câncer de próstata.
O velório será realizado na Loja Maçônica Luz e Caridade, na avenida Cesário Alvim, 606, no Centro de Uberlândia, a partir das 14h30.
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O sepultamento está previsto para ocorrer às 9h30, no Cemitério São Pedro, na quarta-feira (6). Em nota, a família agradeceu as manifestações de carinho e solidariedade.
Referência no registro histórico e de identidade da cidade
Reconhecido pela dedicação à pesquisa histórica e à valorização da memória local, Antônio Pereira deixou um legado fundamental para a compreensão da formação histórica, cultural e social de Uberlândia.
Ao longo de décadas, seu trabalho ajudou a preservar fatos, personagens e acontecimentos que contribuíram para a construção da identidade da cidade.
Formado em Direito e também jornalista, Antônio Pereira contava que a aproximação com a imprensa ocorreu a partir de uma lei dos anos 1960 que regulamentou a atuação de profissionais com experiência prática. Ele escreveu para jornais locais e costumava dizer que o contato diário com o jornalismo o levou, de forma natural, ao estudo da história.
Nascido em 1934 na cidade de Queluz, no interior de São Paulo, Antônio Pereira mudou‑se para Uberlândia em 1961. Em entrevista à TV Integração, em 2021, concedida na Secretaria Municipal de Cultura, ele relembrou o impacto da chegada à cidade:
"Quando eu cheguei aqui, Uberlândia me surpreendeu, porque eu vinha de São Paulo e era um inferno, aquilo lá. Cheguei aqui e atravessava a rua sem olhar parada nenhum. Não tinha perigo, né? Primeiro que os carros eram poucos e andavam devagar", relembrou na reportagem.
Desde então, desenvolveu uma atuação intensa como pesquisador e escritor da história de Uberlândia, registrando transformações marcantes do município, especialmente o crescimento acelerado a partir da década de 1960. Entre as descobertas atribuídas a seus estudos está a informação de que Uberlândia teria sediado o primeiro casamento civil do Brasil.
Em reconhecimento à relevância de sua trajetória, a Prefeitura de Uberlândia publicou nesta terça-feira um decreto de luto oficial, destacando a importância do pesquisador para o registro e a valorização da história do município.
O prefeito de Uberlândia, Paulo Sérgio, publicou uma nota de pesar nas redes sociais, manifestando solidariedade aos amigos e familiares e ressaltando a importância do jornalista para a comunicação e para a preservação da história da cidade.
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TV Integração/Reprodução
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