Condenada por morte da família Monare na BR-050, em Araguari, é presa em SP

  • 30/03/2026
(Foto: Reprodução)
Família desaparecida é achada morta em acidente entre Uberlândia e Araguari Stefânia Andrade Resende, de 28 anos, condenada a mais de 12 anos de prisão pela morte de três pessoas da mesma família na BR-050, foi presa na última semana no bairro Jardim Rosolén, em Hortolândia (SP). Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), policiais civis realizavam diligências na noite de quinta-feira (26) na região, quando localizaram a foragida. Ela foi detida e encaminhada à Cadeia Pública de Sumaré, onde permanece à disposição da Justiça. A reportagem tenta contato com a defesa dela. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp A condenação de Stefânia em regime fechado ocorreu pelo triplo homicídio da família Monare, após julgamento realizado em setembro de 2025, no Fórum de Araguari. Um mandado de prisão havia sido expedido, já que ela não compareceu ao júri. O g1 procurou a Vara de Execuções Penais de Araguari, por meio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), para saber se a comarca foi notificada sobre a prisão e se a condenada cumprirá a pena na cidade, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem. Em nota, a 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Araguari informou que foi comunicada acerca da prisão mencionada e que já foi expedida guia de execução definitiva para a ré, a qual será encaminhada para o Núcleo de Recebimento de Guias de Execução de Sentenciados (Nurge) após a assinatura da juíza. Sobre a transferência da condenada para o sistema prisional de Minas, o tribunal informou que será necessário aguardar a implantação da guia definitiva. Esclareceu, ainda, que não há presídio feminino na comarca de Araguari. Relembre o trágico acidente na BR-050 Stefania conduzia o carro que bateu no veículo da família em 7 de outubro de 2018, na BR-050. Pai, mãe e o filho mais velho morreram. Apenas o caçula, de seis anos, sobreviveu. Um caminhoneiro que trafegava pela rodovia encontrou a criança às margens da pista dois dias depois do acidente e a socorreu. Segundo ele, o menino contou que “escalou uma montanha a noite toda”. A família Monare voltava de uma viagem a Rio Quente (GO) para Campinas (SP), onde morava. O passeio era em comemoração ao aniversário de Belkis da Silva Miguel Monare, de 35 anos. No carro estavam o marido dela, Alessandro Monare, de 37, e os filhos Samuel, de 8, e o caçula, de 6 anos. De acordo com a investigação da Polícia Civil, Stefânia, que tinha 21 anos na época e não possuía CNH, seguia de Araguari para Uberlândia em um carro com outras duas jovens. Testemunhas disseram que elas passaram a noite em uma festa em Uberlândia, consumindo bebidas alcoólicas. O inquérito também apontou que no local havia drogas. Segundo o delegado Rodrigo Luis Fiorindo, imagens analisadas na manhã do acidente mostraram que, momentos antes da batida, os dois veículos trafegavam pela pista da direita. O carro conduzido por Stefânia teve uma condução irregular e invadiu a pista da esquerda. “O motorista do carro da família deve ter tentado se desviar desse veículo, que dirigia de forma irregular, e foi para a faixa da esquerda. Mas, perto do km 45, a jovem invadiu a pista novamente, bateu no carro da família e causou o acidente”, explicou o delegado. Após a batida, o carro dos Monare caiu em uma vala e só foi localizado no dia 9 de outubro. Stefânia foi indiciada por três homicídios qualificados e uma tentativa. “Como ela não tem habilitação e, na noite anterior, participou de uma festa, consumiu bebida alcoólica e não descansou, esses aspectos caracterizam a culpa, passando o crime do código de trânsito para o código penal. Ela não se preocupou com a segurança das pessoas nas vias por onde passou”, disse o delegado á época. Família Monare Reprodução/Facebook Defesa pedia que ré respondesse por crime de trânsito Durante o julgamento em setembro, a acusação apresentou provas e defendeu que a ré respondesse pelos homicídios e tentativa de homicídio. LEIA TAMBÉM: Moto e carro batem de frente e deixam dois feridos graves na BR-365 em Uberlândia Menina de 2 anos sobrevive após ser arremessada para fora de guincho em acidente na BR-365 A defesa negou que Stefânia omitiu informações sobre a presença de outro carro no acidente. Para sustentar o argumento, foi apresentado ao júri um áudio de uma ligação feita por uma das amigas que estava no veículo com a ré para a central da MGO, concessionária responsável pela rodovia à época. Sobre as demais acusações, os defensores afirmaram que Stefânia não estava alcoolizada no momento da batida. Segundo eles, a mulher ingeriu bebida alcoólica no dia 6 de outubro, um dia antes do acidente. E quanto à ausência de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), afirmaram se tratar de imperícia. O resgate do sobrevivente No dia do acidente, familiares estranharam o silêncio da família, que não chegou a Campinas. Alessandro era pastor da Igreja Batista havia seis anos e deveria ter conduzido o culto naquela manhã. Com a ausência, amigos e parentes iniciaram buscas por conta própria. Membros de outras igrejas também percorreram o trajeto que a família deveria fazer. O Corpo de Bombeiros, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a MGO Rodovias foram acionados e apontaram que o carro havia sido visto pela última vez no km 114 da LGM-223. Drones foram usados, mas o veículo não foi localizado. Somente na terça-feira, 9 de outubro, o carro foi encontrado. O caçula da família, de seis anos, saiu do veículo, que estava em uma vala e escalou o barranco até chegar à margem da rodovia, onde foi visto por um caminhoneiro. Em choque, a criança conseguiu dizer seu nome e idade. Ele foi levado para o Hospital de Clínicas da UFU, em Uberlândia, com sinais de desidratação, mas sem ferimentos graves. Após exames, recebeu alta e voltou para Campinas (SP) com familiares. Para protegê-lo, um laudo psicológico foi anexado ao processo judicial, evitando que ele precisasse depor. Corpos de três pessoas da mesma família que se acidentou em MG são sepultados em Campinas. Jefferson Barbosa/EPTV Carro da família foi encontrado em uma vala dois dias após o acidente na BR-050 entre Uberlândia e Araguari Reprodução/TV Integração VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/03/30/condenada-por-morte-da-familia-monare-na-br-050-em-araguari-e-presa-em-sp.ghtml


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